Falta muito pra ser bom

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É árdua a ascenção

Quando li Victor Hugo, Árdua ascenção, não tinha noção do sentido desta busca por evoluir. Me aborreço por tão pouco. Um dor de cabeça, por menor que seja, me tira do sério. Atrasos de pessoas, salário atrazado, ainda que por um dia, e mais dezenas de situações, deixam muito chateado.

Esta semana peguei senha na receita e prepare-me para longa espera.

Depois de meia hora de espera, ouço uma voz explicando uma situação de muitas idas e vindas para resolver problemas relacionados a dificuldades em receber dinheiro de uma filha especial. Olho para traz e vejo uma senhorinha de cabelos grisalhos, corpo franzino e sorriso largo. Ela vai para a fila, conversa em voz alta e sempre com largo sorriso.

Pega a informação que precisa e sai agradecendo sempre com largo sorriso. A filha especial balbucia algumas palavras e as duas se dirigem para a porta que se abre automaticamente. “Que chique”, diz ela com mais sorriso, e até agradece o abrir a porta, mesmo sem saber que o mecanismo da porta é acionado pra todos.

Mais um sorriso e lá se vão as duas, e eu fico a pensar que preciso melhorar muito pra que a convivência comigo mesmo se torne ao menos suportável. Tanto por aprender….

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