Somos ótimos na arte de julgar e condenar.

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Bruxos do século XXI queimam nas fogueiras virtuais.

Na idade média, ou idade do medo, seres humanos que ousavam falar sobre temas “polêmicos”, complexos, ou que iam contra a cartilha da igreja de Roma, eram condenados à fogueira. Estrutura de madeira armada em praça pública. O cheiro da carne queimando invadia narinas, e o espetáculo dantesco parecia acender também dentro de cada “espectador” um gozo indescritível. Gritos de quem ardia e de quem “curtia” a cena. Creio que as praças reuniam alguns milhares. Eram tempos de idade média. Página trevosa da história mais ou menos recente da humanidade.

Pulando para estes tempos “modernos” as cenas não são muito diferentes, a praça virou cyber espaço, a igreja mãe daqueles tempos, agora parece multiplicar-se em milhões de homens e mulheres em uma “santa inquisição”, que em segundos “queima” personagens, alguns absolutamente desconhecidos daqueles que, escondendo os rostos, ateiam fogo nas fogueiras virtuais.

Há algum tempo ouvi uma entrevista de um neurocientista que chamava atenção para a nossa capacidade de julgar e condenar sem que haja uma pesquisa demorada sobre a personagem ou o tema em questão. Dizia que viemos ao mundo com um “firmeware” que nos predestina ao julgamento e condenação sumárias neste “tribunal” que não tira férias.

Vamos ter que aprender a conviver com a liberdade de expressar. Pedras de agora, vidraças de daqui a pouco.

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