Morre um mito.

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A morte de Helena Leite cala um grito da cultura.

Helena, eterna Helena Leite. Guardiã da cultura.
Foto da internet.

A primeira lembrança que tenho de Helena é da minha adolescência. A maior audiência da Rádio Educadora naqueles anos setenta, movimentava a cidade com concursos que escolhiam taxista mais popular (descobriu o Waldick, cover do original Soriano), jogador mais querido, mais querido locutor. O corredor da Rádio Educadora, lotado pra que a gente votasse. O voto era presencial. Meia hora fila. Naquele tempo a Educadora funcionava na rua dol, 535, palácio verde do radio, prédio de azulejos verdes.

Já dentro do estúdio me impressionei com a agilidade da jovem locutora de corpo esguio e voz potente. Falava alto e magnetizava quem a ouvia.

Helena fez esporte e com sua irreverência entrava em vestiários pra entrevistar jogadores, única.

Helena passou muitos anos fora de São Luis Luis, e quando voltou, eu ja estva trabalhando em rádio, na Educadora no Palácio episcopal. Trocamos uma idéias, recordamos algumas de coisas de radio.

Um novo ciclo se faz quando ela abraça a cultura de forma corajosa e até atrevida. Locutora do tipo; ame-a ou deixe-a, mas nunca passou despercebida.

Voz alta, as vezes agressiva, que agora se cala. Com a morte de Helena, cala-se uma guardiã de cultura, principalmente do bumba meu boi.

Vai Helena, missão cumprida.

(Robson, ouvinte de Helena, Robson Jr, companheiro de profissão)

30/03/2019.

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