velocidade da luz, exercício das trevas…

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Apesar da casa simples de barro e coberta com palhas, nunca nos faltou uma conversa boa, daquelas que chegavam de nossos pais; ela com voz doce e mansa, ele com a força dos trovões. Cada um ao seu estilo foi nos moldando para embates de futuro. O pano de fundo sempre teve no rádio, um companheiro fiel. Diante destas novas tecnologias, que se apresentam a cada dia e se multiplicam como saúva no inverno, penso que não estamos sabendo utilizar a multiplicidade de formas de nos comunicarmos. Na infância e adolescência, escrevíamos cartas que eram levadas para o correio, que chegavam muito tempo depois para as rádios, que levavam uma vida para serem lidas pelos locutores. Dia após dia, ficávamos num frenesi, esperando a leitura delas. Era emocionante ouvirmos o nosso nome na voz do nosso locutor ou locutora preferida. Me emocionei quando a dona caronchinha leu a carta que eu ditei para que minha mãe escrevesse.

Agora, aqui em meio a uma profusão de possibilidades midiáticas, pergunto : o que estamos fazendo com esta puta tecnologia da informação?. Roubos de senhas, invasão de privacidade, queimação de vidas inteiras. Tudo num segundo. A comunicação ganhou a velocidade da luz, mas vivemos em exercício de trevas.

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