“O mal é o que sai da boca”. Mais escutatória, menos oratória.

Publicado por

11 de setembro de 2019. quarta.

Já vai longe o tempo em que. ao final de uma um cronometrado tempo de debates e opiniões, eu e mais uns seis colegas de Cema, nos preparávamos para apresentar conclusões sobre temas deixados professores ao final das tele-aulas. Eram debates longos, mas no final redigíamos um relatório, que era lido por mim e acolhido por todos. As turmas tinhas em média uns 35 alunos. Passados mais de 50 anos, me vejo falando para mais de três milhões de pessoas espalhadas pelo mundo afora. Milhões de sentimentos, idéias, culturas, anseios, desejos, interesses os mais variados.

Quase sempre após cada programa, sinto-me exaurido pelo esforço de juntar tantas dores de uma cidade, que apesar dos 407 anos, necessita de cuidados, o que aliás, é um exercício constante e assim o será até o final dos tempos.

Descubro a cada dia, que preciso aprimorar meus ouvidos, para ouvir mais, e pontuar de forma educada o que for necessário. Longe de mim pensar que o que falo é unanimidade, o que aliás, segundo, Nelson Rodrigues é burrice. Sempre haverá quem acredite e os contrários. O certo é que todos, como disse Gonzaguinha, são uma mistura de sentimentos provocadas pelos que nos cercam. A prender a ouvir, imperativo.

Mais escutatória, menos oratória.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.