“De médico e louco, todo mundo tem um pouco”

Publicado por

carpe diem. 10 de outubro de 2019.

Já faz muito que ouvi esta expressão, acho que ainda na infância. Sou de uma geração que morria de medo de passar perto da Colônia Nina Rodrigues.

Sabíamos que ali, coisas terríveis aconteciam: choques elétricos era rotina pra tentar resolver questões psiquiátricas. Durante muito tempo os loucos foram tratados como seres endemoniados. Por isso eram acorrentados e esquecidos por amigos e parentes para um final trágico, distante de tudo e de todos,

Foi preciso que o jovem récem formado Dr. Pinel libertasse estes seres humanos, tirando-lhes as algemas. no Brasil, a doutora Nise da Silveira, revolucionaria o tratamento de esquizofrênicos com pinturas e atividades.

Hoje quando se comemora o dia mundial da saúde mental, há que se relembrar aqueles que foram vitimas de procedimentos desumanos e louvar aqueles que ousaram introduzir novos protocolos de tratamento. Basta ver o hospital Nina Rodrigues, que agora favorece a visão da rua para aqueles que lá estão em tratamento.

O mundo moderno nos impõe um ritmo acelerado, novas atividades, menos laser, além das dificuldades de cada um em questões de trabalho, familiares e relacionamentos mais íntimos. Há inclusive uma teoria da conspiração que diz que haverá um momento em que os “loucos” serão maioria e virão aqui pra fora, e os “normais”, vão ser internados. Espero não estar aqui pra viver isto.

Afinal, você que lê esta postagem, se considera normal?

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