COMPANHEIRO. Cachorro quente do beco da pacotilha. Quem já comeu?

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carpe diem. 28 de novembro de 2019…

Ontem após o fim do programa, resolvi caminhar pelo centro histórico em busca de boas histórias. No largo do Carmo, encontrei com o Benedito, que estava na igreja do Carmo para acompanhar obra de restauração, trabalho de dois competentes sobrinhos. Em pouco tempo, descobri que era compadre e amigo de do Pe. João Mohana, aí a conversa foi boa, contou-me histórias que depois vou compartilhar com você que me segue nesta rede.

Mas a conversa maior rolou naquela esquina, ao lado do semáforo que fica próximo dos abrigos. Acompanhado do padre Ricardo, sentei no banco de de madeira, pedimos o famoso cachorro quente do companheiro: pão simples, massa fina ou massa grossa, carne moída, tomate, alface, pepino e pimenta, se a a gente desejar. Nada de mais, mas de uma coisa tenho certeza; a conversa é boa e é uma verdadeira terapia. O tempo passa e a gente não vê. O “companheiro”, que está com 78 anos e perdeu a companheira de uma vida há nove meses, tem cabeça branca. Enquanto conversamos descobrindo uma trajetória que começou quanto ele tinha dezesseis anos, por alí vão chegando profissionais de várias áreas, incontáveis, e todos eles compartilham conversas boas. O futebol está sempre na pauta, ele é flamenguista. Eu precisaria de vários dias pra descrever o que vivi em uns noventa minutos que passei ali. Uma delas fala de uma Roseana Sarney, ainda adolescente, comprando cachorro quente nos intervalos de aula no Liceu, o companheiro esteve ali, no Maristas e até na zona do baixo meretrício matando a fome das mulheres de “vida fácil”.

Sessenta e um anos de atividade. Sempre vendendo cachorro quente, que no início era de carne de porco.

Vida longa companheiro, você parte da história desta cidade patrimônio. Você é patrimônio da gente.

Um comentário

  1. Querido Robson, não comi esse cachorro quente, mas teria imenso prazer de saborea-lo em tua companhia e me lambuzar com suas histórias, “poucos” pedaços entre as mãos, mas “muito” alimento para o coração. Histórias, companhias, fragmentos e momentos encontrados nos becos, esquinas da vida e cenários “oásis” para os olhos, “alimento” para alma, “apreço” para o coração.
    Vida longa aos protagonistas desta história real, Robson desejo que a fé, o amor, a paz, o riso, o respeito…. estejam sempre em seus caminhos e Deus em tua companhia….

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