“O importante é ser fevereiro e ter carnaval pra gente sambar” (nostalgia)

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Mal o dia começava e eu já me preparava pra curtir aqueles dias de carnaval. Eram os anos sessenta. Onde hoje é o viaduto de acesso ao monte castelo, era a casa da minha tia Osmarina. Era um sobrado antigo, piso de madeira e quintal lá embaixo, era preciso descer uma escada comprida pra buscar frutas num pomar ou apanhar ovos de galinha. O quintal é onde hoje e o asfalto. No velho sobrado com janelas enormes, nós nos preparávamos desde cedo pra ver os blocos de sujo passando, o corso do sabão girafa era um dos mais esperados. A cada hora passava algum fofão, ou vários reunidos. Lembro-me de me assustar com as máscaras. Naquele tempo era comum as escolas brincarem nos bairros. Foi na minha rua, a “formosa”, que ficava atrás da fábrica Carioca, hoje hospital Sarah, que vi o Império Serrano pela primeira vez.

Eram tempos ; bailes de máscaras, vesperais do Casino, Lítero, Jaguarema, bloco do “o que eu vou dizer em casa, que saía na quarta de cinzas, sem falar do famoso baile baile do Eden.

Nestes tempos atuais, as palavras são outras; lockdown, aglomeração, covid-19, máscara, álcool em gel. Decretos parando tudo. Vale a vida preservada.

Rei momo, Rainha, princesas, nada disso. é preciso se guardar. Se tivéssemos que escolher uma canção seria algo assim : “angústia, solidão, um triste adeus em cada mão, lá vai meu bloco vai…”.

Já perdemos mais de 225 mil brasileiros e brasileiras. Não dá pra negar.

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